Sobre Rodrigo Monteiro, fotógrafo da família

Rodrigo Monteiro

Um fotógrafo da família.


Paulistano. Formado em Ciências Sociais pela USP, Rodrigo iniciou-se na fotografia em 2013, quando comprou sua primeira câmera.

Ao fotografar nas ruas da cidade, interessou-se por retratos de pessoas anônimas e por cenas urbanas inusitadas. Foi com a fotografia de espetáculo de dança do ventre e de algumas bandas que se aproximou da fotografia de família. A partir dessa experiência, passou a ser convidado a fotografar as famílias das bailarinas e de suas alunas. Fotografar crianças é uma de suas especialidades e um dos temas que mais o motiva em sua carreira. Além da formação acadêmica, Rodrigo participa de workshops e de cursos de fotografia de família, casamento e história da arte. Atualmente desenvolve um projeto de fotografia documental de família, cujo principal objetivo é passar 24 horas registrando momentos especiais de interação das famílias em seus lares. Sua motivação nessa nova empreitada é oferecer uma memória visual e afetiva para seus clientes.




Autodidata, organizei minha própria biblioteca e fui adquirindo equipamentos e conhecimento que permitiram-me aprofundar minha imersão na paixão pela fotografia com a acuidade e preocupação de leva-la a sério como mais uma ciência humana além das que estudei na Universidade. Fotografar é, antes de mais nada, gostar de gente. O domínio da técnica é apenas a etapa inicial do registro fotográfico. É preciso ter (e desenvolver) a sensibilidade e a delicadeza de adentrar a arte e procurar no momento da foto o sentimento e a expressividade da cena e dos retratados.

Nesse sentido, procuro na fotografia a pulsão extática, o sentimento e, como um artesão, tento todos os dias transforma-lo em uma imagem digna dos retratados. Considero que a boa fotografia é aquela que, com poucos elementos, consegue transmitir emoção e a vontade repetida de ser revisitada pelo leitor. A escolha do preto e branco e dos temas na maioria de minhas capturas vem da influência e do estudo de mestres que inspiram minha carreira como Cartier Bresson, Elliot Erwitt, Sebastião Salgado, Brassai e Jose Villa.